quarta-feira, 4 de janeiro de 2012





Estava conversando com minha tia outro dia, e ela estava me contando que estudou em escola publica até a 8ª série, na escola do seu próprio bairro, na qual ela conhecia todos, e todos a conheciam. Então eu perguntei pra ela se ela estava de brincadeira comigo! Digo isso porque minha tia é meu dicionário, ela lê, sabe das coisas, é formada em Filosofia... e como ela poderia ter estudado em escola pública? 
Pois é, mais estudou. Entrou já na primeira série, com 6 anos, na década de 1970, porque lá não havia pré-primário. Logo se encantou pela professora, pelos funcionários da escola que, mesmo sendo todos muito enérgicos e disciplinadores, sabiam fazê-lo com amor e dedicação ao magistério e, principalmente às crianças. Não havia falta de professores e nem professores faltosos. Havia método rígido de ensino, porém, que agradavam muito aos alunos pelo seu lado lúdico e, ao mesmo tempo, filosófico. 
E o que podemos dizer do ensino público de hoje?
Escolas desestruturadas, professores mal preparados, falta de planejamento pedagógico, etc... Houve uma desvalorização da figura do professor, que ganha pouco, e não é respeitado pela sociedade em geral. Dizem que os alunos de hoje não se interessam pelo estudo e pela escola.  E como é que eles vão se interessar por esse tipo de escola? E esses estudantes de hoje serão os professores de amanhã! E isso será um círculo vicioso. 
Precisamos urgentemente recuperar o status que a educação brasileira teve no passado.

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